02 julho, 2013
O estudo foi tema da tese de doutorado da nutricionista Ana Paula Bortoletto Martins, feita com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O trabalho avaliou o impacto do Programa Bolsa Família sobre a aquisição de alimentos entre famílias de baixa renda no Brasil, a partir dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-09, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Para o estudo, foram identificadas, dentro do levantamento do IBGE, 11.326 famílias com renda per capta inferior a R$ 210 por mês. Destas, 48,5% recebem o Bolsa Família. Segundo Ana Paula, a amostra baseou-se no critério de igualdade.
"A ideia era reunir um grupo de famílias muito semelhantes, que tivesse a mesma renda, morasse em regiões semelhantes, apresentasse um gasto com alimentação parecido e uma composição familiar próxima. Neste grupo, foi possível avaliar os beneficiários e os não-beneficiários", explicou Ana Paula.
Alimentos mais saudáveis
A partir da seleção, a pesquisa investigou os gastos com alimentação semanais das famílias e como isto se convertia em calorias.
Verificou-se que as famílias que recebiam o benefício tinham maior gasto com alimentos in natura e pouco processados como carnes frescas, legumes, hortaliças e raízes. O benefício não modificou, no entanto, as despesas com alimentos industrializados.
Ana Paula salienta que o programa não chega a mudar um padrão de consumo de alimentos, mas oferece uma possibilidade de melhora em relação à variedade e qualidade do que é consumido.
"Legumes, carnes e verduras costumam ser mais caros e de acesso difícil para pessoas de baixa renda, o que indica que o dinheiro do programa permitiu que elas comprassem mais esses alimentos", afirmou.
Queda no preço para uma alimentação melhor
A nutricionista declara, porém, que são necessárias outras medidas complementares para garantir uma alimentação saudável à população mais carente como um todo.
"Outra possibilidade seria usar os momentos em que as famílias têm que fazer um acompanhamento médico e oferecer uma orientação sobre alimentação. Também oferecer formas de deixar o preço destes alimentos menores para estas famílias, além de melhorar o acesso físico, pois a gente sabe que feiras e mercados maiores estão nas regiões mais ricas", explicou.
"Na periferia muitas vezes o consumo é baseado no que é plantado na própria região pelos moradores", acrescentou.
Os dados da POF indicam que a disponibilidade média de calorias por pessoa no Brasil é de 1.900 kcal por dia. Na população de baixa renda, o número de calorias disponível varia entre 1.100 e 1.200 kcal ao dia.
De acordo com a pesquisa de Ana Paula, o beneficio permitiu que as famílias beneficiadas possuíssem aproximadamente mais 100 kcal na disponibilidade de calorias diária por pessoa.
O Bolsa Família é concedido pelo governo federal a famílias com renda per capita inferior a R$ 70, ou com renda inferior a R$ 140 que possuam crianças, adolescentes, gestantes ou mulheres que estejam amamentando.
Ana Paula faz parte do grupo que trabalha com avaliação de políticas públicas em relação à alimentação e nutrição e foi orientada pelo professor Carlos Augusto Monteiro.
sUPLEMENTO deixa unhas e cabelos mais bonitos e ajuda a emagrecer
Você sabia que existe uma substância capaz de deixar a pele viçosa, os cabelos mais sedosos e as curvas em dia? De acordo com a nutricionista Malu Bastos, o colágeno auxilia na manutenção da estrutura dos fios de cabelo e unhas, elasticidade da pele e ajuda na perda de peso.
Dez vezes mais potente do que a carne
A melhor fonte de colágeno é a carne bovina, mas o suplemento em pó, que deve ser dissolvido na água, é a melhor forma de obter quantidades relevantes da substância a ponto de obter resultados visíveis.
O colágeno é a proteína que predomina no nosso organismo, mas é difícil obtê-la com a alimentação.
Uma porção do suplemento de colágeno hidrolisado fornece dez vezes mais aminoácidos quando comparado um bife de 100 gramas.
Ajuda a emagrecer
O colágeno hidrolisado é um pó constituído basicamente por proteína, vitaminas e minerais.
É livre de gorduras e não tem adição de açúcares e o valor calórico por porção é muito baixo.
O ideal é consumir o produto de 30 a 60 minutos antes do almoço ou jantar, já que ele estimula o mecanismo de saciedade, o que leva a comer menos na refeição a seguir.
Faz bem à saúde
O colágeno é o principal componente proteico dos ossos, tendões, cartilagens e pele.
Além de manter a beleza e o corpo em dia, o consumo regular de colágeno hidrolisado auxilia na manutenção destas estruturas.
Repõe a perda natural da substância
A partir dos 30 anos, homens e mulheres passam a ter perdas maiores de colágeno.
A cada década, a capacidade do corpo em fabricar colágeno diminui ainda mais.
Além do processo natural de envelhecimento, os fatores que podem aumentar as perdas de colágeno são: excesso de exposição solar sem proteção, consumo excessivo de cafeína, hipotireoidismo, dietas de valor calórico excessivamente baixo, fumo e estresse.
De acordo com o médico americano William Daves, em seu best seller "Barriga de Trigo", o aumento do consumo dessa coisa geneticamente modificada, conhecida como trigo moderno, explica o contraste entre as pessoas sedentárias e esguias dos anos 50 e as pessoas com sobrepeso do século 21.
O autor acrescenta que efeitos peculiares do trigo nos seres humanos, já documentados, incluem a estimulação do apetite, picos exagerados de açúcar no sangue, envelhecimento precoce, inflamações e alterações de pH que provocam ativação de distúrbios nas respostas imunológicas e desgaste de cartilagens e ossos. Uma complexa série de enfermidades resulta do consumo do trigo, desde a doença celíaca, devastadora enfermidade intestinal desencadeada pela exposição a esta substância, até uma variedade de transtornos neurológicos, diabetes, doenças cardíacas, artrite, estranhas urticárias e os delírios incapacitantes de esquizofrenia.
Como cardiologista, William explica que atende a milhares de pacientes ameaçados por doenças cardíacas e observou que, quando seus pacientes eliminavam o trigo da alimentação, a gordura da barriga que se derramava por cima do cinto desaparecia. Em geral, ocorria uma perda de peso de 10, 15 ou 25 quilos, já nos primeiros meses. Essa perda de peso rápida e sem esforço costuma ser acompanhada de inúmeras vantagens pra saúde.
Se este texto não de convenceu a parar de comer glúten ou pelo menos diminuir drasticamente o seu consumo, compre o livro e leia. Pesquise, se informe. Nunca se falou tanto sobre isso e nunca na história da humanidade os seres humanos comeram tanto trigo! É só observar a quantidade cada vez maior de produtos sem glúten sendo oferecidos.
Eu sei que é difícil mudar hábitos, mas que tal experimentar por um mês uma dieta com zero glúten e sentir os efeitos em você?
É um desfio que segundo esse médico pode mudar a sua vida para muiiiiito melhor!
globo.com
Mais de 348 mil crianças de seis meses a 4 anos foram imunizadas
A Secretaria Municipal de Saúde ultrapassou a meta da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, imunizando mais de 348 mil crianças de seis meses a 4 anos e 11 meses, o que representa 99,5% de cobertura. O comprometimento das unidades básicas de saúde e a promoção de uma série de ações extramuros foram fundamentais para o sucesso da vacinação.
O objetivo inicialmente estabelecido era de imunizar 95% da população-alvo e foi superado ainda nos 14 dias de campanha regular. Com esse resultado, o Rio de Janeiro se consolidou como a segunda capital do país com melhor índice de cobertura de vacinação contra a paralisia infantil.
Mesmo já tendo batido a meta antes do dia 21, a Prefeitura manteve prorrogações da campanha acompanhando recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do estado.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda transmitida por vírus que age como infecção ou sob forma paralítica, podendo provocar sequelas permanentes ou até mesmo levar à morte.
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (1) a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) da vacina contra o papilomavírus (HPV), usada na prevenção de câncer de colo do útero. Já em 2014, meninas de 10 e 11 anos receberão as três doses necessárias para a imunização, mobilizando investimentos federais de R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses.
É a primeira vez que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que atualmente soma 3,3 milhões de pessoas. O vírus HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, segundo que mais atinge mulheres, atrás apenas do mamário.
”Está é mais uma medida para enfrentarmos o problema do câncer de colo do útero, um problema que ainda é grande no país, em especial na região norte. Vamos preparar muito bem este público (meninas de 10 e 11 anos), suas famílias, e reforçar a estratégia envolvendo as escolas e os professores para provocar uma grande sensibilização”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele destacou ainda que a vacinação reduz a circulação do vírus no país.
A vacina que estará disponível na rede pública é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer. No escopo do acordo entre Ministério da Saúde e os fabricantes da vacina - Butantan e Merck Sharp & Dohme (MSD), que atuarão em parceria tecnológica – está prevista a possibilidade de uso da versão nonavalente, que agregará outros cinco sorotipos à vacina.
A vacina para prevenção da doença tem eficácia comprovada para pessoas que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. A escolha do público-alvo levou em consideração evidências científicas, estudos sobre o comportamento sexual e a avaliação de especialistas que atuam no Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) vinculado ao Ministério da Saúde.
ESTRATÉGIA DE VACINAÇÃO
As três doses serão aplicadas, com autorização dos pais ou responsáveis das pré-adolescentes, de acordo com o seguinte esquema: após a aplicação da primeira dose, a segunda deverá ocorrer em dois meses e a terceira, em seis meses.
Para chegar com mais agilidade ao público-alvo e ampliar a adesão à proteção contra o HPV, a estratégia será mista: a imunização ocorrerá tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas. Após o primeiro ano de imunização, a oferta deverá passar de 12 milhões de doses para 6 milhões de doses por ano, pois parte do público-alvo já estará imunizado.
A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização do Papanicolau e o uso de camisinha em todas as relações sexuais. “É uma vacina para proteger para o futuro, mas que não elimina as medidas de saúde que já estão sendo tomadas pelas mulheres para se proteger do vírus”, reforçou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
PRODUÇÃO NACIONAL –A introdução da vacina no SUS foi possível por conta de acordo parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. “A medida confirma o esforço do governo brasileiro em aliar inovação tecnológica às necessidades sociais. Estamos produzindo uma vacina, desenvolvendo tecnologia e gerando economia aos cofres públicos”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do ministério, Carlos Gadelha.
O Ministério da Saúde pagará cerca de R$ 30 por dose, o menor preço já praticado no mercado – 8% abaixo do valor do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAs). A expectativa, em cinco anos, é de um valor 34% menor ao custo atual. Com isso, será possível economizar cerca de R$ 200 milhões (ou US$ 91 milhões) no período, com a queda do custo de US$ 543 milhões para US$ 452,5 milhões. Nesse período, o laboratório público passará a ter domínio de todas as etapas para a produção do insumo.
Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética. “A incorporação dessa vacina vai representar muito em termos de desenvolvimento tecnológico. Foi um processo muito transparente em que se buscou o interesse nacional”, ressaltou o diretor do Instituto, Jorge Kalil.
O Ministério da Saúde oferta 26 vacinas através do Programa Nacional de Imunizações. Destas, 98% já são fabricadas no Brasil ou estão em fase de incorporação da tecnologia.
A vacina contra o HPV é mais um dos produtos biológicos que será fabricado pelo Brasil por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) articulada pelo Ministério da Saúde. Com esse novo acordo, o país passará a produzir 26 biológicos. Além da vacina para HPV, destacam-se medicamentos para câncer de mama, leucemia e artrite reumatoide.
Atualmente, os biológicos consomem 43% dos recursos do Ministério da Saúde com medicamentos, cerca de R$ 4 bilhões por ano, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida.



